|
Comunidade Brasileiros no Exterior
|
|
|
|
|
 |
 |

DIFERENÇA DE IDADE: o senhor juiz e a jovem...
Conheci seu site através de uma amiga, e o tenho visitado regularmente. Admiro muito você; e fico fascinada com seu jeito humano de ser. Preciso de sua ajuda. Casei com um americano. Só durou um ano. Ele era frio, insensível, não me olhava nos olhos, não me ouvia, era indiferente... Eu não sou uma mulher feia. A genética até que foi generosa comigo. Sempre fui uma menina bem humorada, alegre... Ele detestava meu modo de ser. Comecei a fazer o "que o mestre mandava"; e quando olhei para o espelho, não me reconheci. Separamos-nos. Não deu tempo de termos filhos, ainda bem. Aí fiquei mais seletiva. Depois de dois anos vivendo sozinha por opção, conheci um homem maravilhoso, com as características que eu admirava. Era gentil, atencioso, bem humorado, inteligente, cheiroso, e se preocupava comigo. Ele é juiz. A diferença de idade entre nós é de 23 anos. Quando saímos as pessoas às vezes perguntava se eu era filha dele. Ele brincava dizendo: "essa é a mais nova, você precisa conhecer a mais velha". Aí as pessoas percebiam a gafe e se desculpavam. Isso nunca foi problema pra nós, eu só tinha o cuidado ao sair com ele, de evitar decotes, roupas um pouco curtas... Tinha medo das pessoas acharem ou me confundirem com prostitutas. Ele achava bobagem minha. Aqui onde moramos é assim... Um homem bem sucedido com uma menininha é sinal de interesse financeiro da menina. Ele me apresentou tudo: o amor, bons restaurantes, hotéis, países, uma vida interessante. Meus pais não aceitaram nosso relacionamento. Eram indiferentes, rejeitavam qualquer aproximação. Ele sempre cordial fazia de tudo para conquistar a amizade deles, mas tudo inútil. Faz dois anos que estamos juntos. O sexo entre nós é maravilhoso. A química é perfeita. Ele me satisfaz plenamente. Estava tudo bem entre nós. A única queixa dele era que ele não participava de nenhum acontecimento da minha família. Isso o incomodava muito, porque ele é uma pessoa querida por todos, nunca foi rejeitado... Mas meus pais não aprovaram nossa união por causa da diferença de idade. Aí ontem, Caio, ele deu um basta. Disse que não poderia ficar comigo. Disse que meus pais venceram. Eu arrumei minhas coisas com ajuda dele, chorei muito, ele me acompanhou até meu carro e me desejou boa sorte. Estou desorientada, tonta... Está tudo tão estranho. E agora o que fazer? Termino porque as lagrimas impedem que eu continue teclando... Abraços P.
Minha querida amiga: Graça e Paz!
Você não disse sua idade. Mas sendo a diferença entre vocês de 23 anos (talvez próxima da mesma diferença de idade que existe entre você e sua mãe) — creio que posso pensar que você tem entre 24 e 26 anos. Se for assim, ele pode ter entre 47 e 49 anos. Ora, somente pais interesseiros no dinheiro, no status, nas oportunidades para a filha e a família — é que achariam o máximo que a filha casasse com um homem bem mais velho; e isso apenas ou, sobretudo, porque ele é bem-sucedido. Há também aqueles pais que querem ficar livres da filha, e entregam a menina a um senhor bem mais velho, pois, assim, a menina tem casa, dinheiro e status. Ora, isto acontece toda hora. Do contrário, pais sadios, preocupados com a filha e com seu futuro como mulher — não têm como gostar de tal união; pelo menos antes de conhecerem muito o cara. Namorados da filha quase da idade dos pais é algo que raramente deixa pai e mãe felizes. O pai especialmente se sente muito mal. Sim, porque ele projeta uma relação de natureza incestuosa acontecendo entre a filha e o senhor juiz. Isto sem falar no que eles possam ver no juiz (e que você não enxerga) ou sentir nele (e que você não percebe). Você mesma, nesta carta, nada disse sobre amar o juiz. Apenas disse o seguinte: “Conheci um homem maravilhoso, com as características que eu admirava. Era gentil, atencioso, bem humorado, inteligente, cheiroso, e se preocupava comigo. Ele é juiz” — “Ele me apresentou tudo: o amor, bons restaurantes, hotéis, países, uma vida interessante”. Quanto ao mais, você apenas falou que ele gostava de tirar uma onda dizendo que você era a filha mais nova, e que, em não sendo aceito por seus pais, se sentiu rejeitado, pois, “todos gostam dele”. Portanto, pergunta ele: “O que os pais dessa menina têm que não dão valor a quem sou e ao fato de que todos me respeitam e adulam?” Sim, esse foi o Retrato Falado da relação de vocês: amor, bons restaurantes, hotéis, países e uma vida interessante. É verdade que você começa falando de amor, mas a seqüência quase que por completo dilui a afirmação acerca do amor, posto que somente algumas “vírgulas” o separam de grandes basbaquices e banalidades: bons restaurantes, hotéis, países e uma vida interessante... De fato, provavelmente seus pais não sejam chatos e nem implicantes, mas viram e sentiram algo que você, provavelmente, só venha a saber quando o bicho pegar. O fato de o juiz curtir a diferença de idade com bom humor, é simples: primeiro porque ele não pode mudar os fatos (ele é bem mais velho e você é uma menina); segundo porque ele curte andar com uma gata jovem ao lado dele (ele é divorciado? A quanto tempo?) — o que dá a ele um troféu e um sentimento de rejuvenescimento. Ele não ama você. Sim, ele gosta. Ele se sente bem. Ele ama o sexo. Ele tira boas ondas ao seu lado. Ele comenta com os amigos sobre a gata que ele “pega”. Ele ouve os amigos dizerem que “ele se deu bem”; e gosta muito de ouvir (Eu sou homem, ouço os homens, e sei como é). De tal modo que a brincadeira acerca da diferença de idade entre vocês, ao contrario do que você pensa, não é um constrangimento para ele, mas uma curtição. Afinal, esse é um senhor que não tolera o que é desagradável. Portanto, caso tal coisa fosse a ele constrangedora, saiba, ele teria feito a mesma coisa que fez em relação a seus pais: diria que não poderia ficar com você, que a diferença de idade venceu. Porém, objetiva, gentil, e educadamente ajudaria você a arrumar as suas coisas, ouviria você chorar muito, embora ele mesmo acompanhasse você até o seu carro e lhe desejasse: “Boa sorte!” Para mim, sinceramente, a questão verdadeira não é esta. Ele é, como quase todo juiz, um cara com síndrome de onipotência, e que não suporta ser tratado na vida de modo diferente daquele com o qual ele é tratado como magistrado. Foi o fato de que seus pais não o viram como juiz, mas apenas como um homem, e que ao ver deles não seria bom para a filha deles — o que o deixou louco. Ora, ele é adulado aonde vai. “Por que, então, esses caras não vêem o privilegio que têm pelo simples fato de eu estar com a filha deles?” — pensa e sente ele. Sim, como se estar com ele, o juiz respeitado, fosse um privilégio para quem fica. Se ele amasse você de fato, e não apenas gostasse de curtir uma namorada bem mais nova, saiba: ninguém e nem circunstância alguma faria com que ele deixasse você. Ao contrário, se ele a amasse, ele enfrentaria tudo e todos; e não haveria poder humano para fazer com que ele deixasse você. O que ele não suportou foi a falta de honra e glória que a ele não teve em sua família! O ego gigantesco do juiz não aceitou ficar no banco dos réus da família. O que, para um homem apaixonado, seria algo simples; especialmente quando se ama. Pois, em tal caso, maduramente, ele reconheceria os limites dos pais; porém, também saberia que o amor perseverante vence tudo. Assim, ele não se queixaria como uma criança adulada, dizendo que não suporta ficar com você porque a sua família não julga ser um privilegio tê-lo em suas festas de fraternidade. Afinal, todos os querem. “Por que então esses pais recalcitrantes não vêem que ter-me ao lado é uma honra para eles?” — pensa o juiz. O que eu creio (e apenas em razão do que você soltou nas entrelinhas) é que vocês iriam ainda para bons hotéis, bons restaurantes, alguns países, e transariam muito — porém, em algum tempo mais, você começaria a achar as coisas diferentes; e, em um tempo além, apareceria o fato de que ele já estaria desfilando com outra criança-troféu. Pedofilia psicológica! Narcisismo! Síndrome de onipotência! Insegurança travestida de poder! Síndrome de Peter Pan togada de juiz! E mais: toda essa gentileza esconde um cara que usa a educação (ele é juiz) a fim de agora poder dizer: “Eu fui bom pra você, mas eles não me reconheceram!” — como se pais sinceros e maduros estivessem interessados em gentileza, dinheiro, e bons programas para a filha... Ora, tudo isso sem falar na diferença de idade. Veja: ele deve ser mais novo do que eu algo entre dois e quatro anos. Imagine: dentro de quinze anos ele terá sessenta e quatro e você quarenta (ou terá 62 e você 38). Em mais dez anos, você teria cinqüenta (ou 48) e ele setenta e quatro (ou 72). E mais: você teria deixado a juventude e a chance de conhecer jovens como você, e, agora, chegando à idade da loba, com toda chance, olharia à sua volta e sentiria inveja da normalidade da vida. E, como vejo em quase todos os casos desse tipo, o marido pega menininhas mais novas do que a mulher antes nova (você), e a esposa (você) começa a sentir um enorme desejo de conhecer homens somente um pouco mais velhos. Aí, então, o bicho também pega! O que de fato creio é que ele gosta de você, que acha você jovem e bela, que curte com você, e também com os amigos, por sua causa; que é bem humorado porque você não é mulher dele e nem compartilha o peso da vida com ele; e porque você dá a ele uma forte sensação de rejuvenescimento. Você é a fonte da juventude para ele, mas não é água de vida. Além disso, a desistência dele foi muito tranqüila. “Boa sorte!” — e pronto. O que isso revela? Primeiro que ele gosta de você, mas ama muito mais o respeito que a ele é devido como juiz. Afinal, com tantos pais na cidade dispostos a entregar suas filhas a ele em troca de status e de bons restaurantes, hotéis, países, e conforto, por que os seus não ficaram se sentindo honrados? — é a questão dele. Segundo porque ele não quer stress. A vida dele é boa. Ele não tem que sofrer “rejeições” (ele é o juiz). E ele não precisa passar por isso, tanto porque ele tem alternativas em abundância como porque ele não ama você; e, portanto, não vale a pena para ele o ficar se sentindo um cara mais velho e rejeitado em sua família apenas porque ele resolveu pegar uma menina, podendo simplesmente chegar a outra família e ser chamado de “Excelência!” — coisa essa que, graças a Deus, para seus pais é bobagem, banalidade e pirotecnia social das mais bregas e tolas. Ora, tal postura, muitas vezes, é típica de autoridades infantis e inseguras. Por outro lado, sinceramente não creio que um homem maduro e desejoso de ter uma vida com alguém una-se a uma menina-troféu. Tendo dinheiro e independência, qualquer homem que ame uma mulher, não sendo aceito na casa dela, apenas a tira de lá, casa-se com ela, vive uma boa vida com ela e espera o tempo em que os pais dela possam dizer: “Nós não queríamos, mas nos enganamos; pois, esse moço é bom mesmo, e ama a nossa filha; e, portanto, não deve mais ser objeto de nossas preocupações. Pois nossa filha está feliz!” Não tendo feito isto, é porque apenas gosta de você. E meninas 'gostáveis' ele sabe que existem às pencas. Ou, como diz um amigo: “Meninas boas para se correr uma milha, mas não pra tirar um cria”. Ele quer uma gata para correr algumas milhas (restaurantes, festas, hotéis, motéis, viagens, etc.), mas não pra tirar uma cria (casar, ter filhos, e, juntos, enfrentarem o mundo). Se eu fosse você, agradeceria a Deus! Espere só mais um pouquinho e você verá que ele passa desfilando com “outra você”. Espere e veja! O problema também é que você veio do americano frio e indiferente, e encontrou um juiz tarimbado, cheio dos bons modos, cavalheiro, e que lhe oferecia “uma vida interessante”. Então, pela inexperiência e pelo trauma-americano, você apenas transferiu as coisas. Porém, se vivesse com ele uns cinco anos, provavelmente você me escreveria dizendo como foi bom no começo, mas que agora, todos os dias sob o mesmo teto, você não suporta maia ser traída e ser deixada de lado; além de que também estaria se sentindo carente, e, por conta disso, passando a prestar atenção a um monte de homens jovens, e que olhariam pra você com uma avidez que nele já não existiria. E, quem sabe, até as gentilezas já se tenham desvanecido, dando lugar ao arbítrio e à grosseria. Eu teria muito mais a lhe falar. Mas hoje é sábado, e a família me espera para juntos curtirmos “o Grand Sabath”, como diz minha mulher. Pense no que lhe disse, e não queira mal aos seus pais. Eu, no lugar deles, desejaria comer muito sal com esse juiz antes de passar o veredicto de inocente; e só então poder “baixar a guarda”. Um beijo pra você! Você não vai perder nada! Nele, que não fez Adão velho e Eva uma menininha, Caio
_____________________________________________________________________________ Você estava certo. Olá Caio,
Não esperava uma resposta tão rápida. Todas as suas afirmativas estavam certas. Eu tenho 24 e ele 47. Ele gostava de mim, mas não me amava. A desistência dele foi muito tranqüila. E acredite: ele, o juiz, já está com outra. Linda, e com idade parecida com a minha. Quando vi os dois juntos, não tive ciúme, raiva ou sentimentos parecidos. Tive sim uma sensação de alívio; e lembrei de você me mandando agradecer a Deus. Não perdi nada! Acho que pelo trauma do meu casamento fracassado achei que ele seria o oposto de tudo que vivi... Aí projetei, idealizei coisas. Já estou bem, mas confesso que ainda sinto uma saudadezinha dele. (rs) Vê se pode? Beijos em você e obrigada por ter desvendado TUDO. Nem precisei pagar um terapeuta. (rs) Você é um homem especial — inteligente, atencioso e muito criativo (adorei o final — "Nele, que não fez Adão velho e Eva uma menininha"). Isso tem algo a ver com sua idade? (rsrs) bye, bye P. __________________________________________________ Resposta:
Minha querida: Graça e Paz!
Fico feliz que sua alma se submeteu à verdade no espírito e do Espírito! Você falou de minha idade ou da do juiz? Ora, eu sou mais velho do que ele. Aliás, quando tinha entre 20 e 30 anos, minha idade mental era de 80 anos. Hoje, com 52 (praticamente), estou mais jovem de alma do que nunca. Espero chegar ao fim bem jovem Nele. Meus filhos me rejuvenescem, e os netos também. E minha mulher tem quase 50 anos e é mais garota de alma do que a maioria das meninas que conheço — quase todas velhas, sem esperança, e entregues a qualquer bagulho ou projeção. Mas o seu “ex-juiz” não só é bem mais velho que você, como também é totalmente idiotado. Sofre de profunda insegurança; e pensa que a fonte da juventude está entre os seios e as pernas de uma menina mais jovem. Pobre dele. Enrugar-se-á sem nunca virar homem. Se continuar assim, será sempre um juiz-meninão! Meu pai vai fazer 80 anos, e é tão jovem de mente, alma e espírito, que pôde se tornar um ancião leve, alegre, galanteador da vida, e forte e útil como uma oliveira de Jerusalém. Não busque ninguém. Se buscar, apenas achará bagulho. Sim, bagulhos de alma. Ande no seu caminho. Seja você mesma. E não se deixe escravizar pela carência. E você será achada pelo que é bom. Jamais namore suas projeções. Elas são miragens que matam o senso de realidade! Receba meu carinho! Nele, que fez Adão para Eva, e Eva para Adão; e Adão não disse: "Meu Deus! Que menininha!" — mas disse: "Essa sim. Essa é como eu!"
Caio
|
 |

DEUS É ALEGRE E EU QUERO SER TAMBÉM!... Deus é alegre. Deus é feliz. Deus é amor. Ora, o amor é feliz, se alegra, exulta, come e bebe contentamento, até quando não há razões externas; posto que a alegria do amor não venha de baixo, mas de cima... Sim, vem do alto; vem de Deus; e não depende de mais nada além da felicidade de Deus, da paz de Deus e do Gozo do Amor no qual Deus É.
Afinal, se Deus me manda ser alegre, grato e contente, é porque Ele mesmo é assim...
Deus grato?...— que blasfêmia!
Grato a “Quem”?...
Não sei como é..., mas sei que Deus é grato assim como Jesus demonstrou gratidão sempre.
Ora, se Deus se entende com Deus por mim, segundo o patriarca Jó; e se Jesus disse que Deus é manso e humilde de coração...; e se Paulo disse que Deus se submeteu a Deus em Jesus — então, para mim, é simples crer que Deus seja também grato e feliz.
Afinal, a alegria do Senhor é a nossa força!
Toda a tônica da Escritura quando se trata de bem-aventuranças, sempre nos remete para a alegria.
Os salmos são convites regulares e freqüentes à alegria, ao salmodiar, ao fazer poesia para Deus e para a vida...
Os Profetas sempre dizem que o sinal da reconciliação do homem com Deus implica em alegria, em festa, em folguedo, em dança, e baile de gratidão.
No Evangelho tudo é alegria, até a lágrima que faz o coração estranhamente feliz: uma verdadeira bem-aventurança.
Sim, até o fim do mundo deve ser visto com exultação prospectiva, pois, se crê que haverá novos céus e nova terra.
Segundo Jesus, a grande resposta do homem à calamidade, à perseguição que aconteça em razão da verdade e da justiça, deve levá-lo para um lugar de exultação.
“Alegrai-vos”; “exultai”; “erguei as vossas cabeças” — são expressões que nos mandam abraçar a alegria mesmo que seja enquanto se foge, errantemente..., e sem chão no mundo...
Paulo nos diz que o grande poder na vida é contentamento sempre, é gratidão sempre, é a capacidade de poder tudo Naquele que nos fortalece; seja no tudo do tudo..., ou seja no tudo do nada...
Provavelmente o grito mais emblemático desse mandamento existencial da alegria venha do Profeta Habacuque, quando disse que deveríamos viver alegres com uvas ou com espinhos, com leite ou com lama, com pastos verdes ou na grama marrom da seca, tendo ou não tendo, ou até esperando e vendo a promessa mentir ou atrasar-se... — enfim, em qualquer circunstância; e sempre dizendo: “Ainda que seja tudo ruim, eu me alegro no Senhor, no Deus da minha salvação”.
No entanto, o contentamento, a alegria, a gratidão que vêm de Deus, só se estabelecem em nós com a invasão da eternidade no coração do homem, e com a consciência em fé que o faça transcender..., sim, na esperança da glória de Deus; pois, somente depois disso é que se dá o passo seguinte, que é aprendermos a nos gloriar nas próprias tribulações.
Em Paulo, sua maior exortação à alegria foi feita enquanto ele estava preso em um calabouço gelado e sem amigos...
Assim, saiba:
Você não tem que andar gargalhando...
Alegria não é gargalhada necessariamente...
Ao contrario, muitas vezes as alegrias mais profundas vêm nas correntes das lágrimas...
Entretanto, seja sorrindo seja chorando, a alma pode aprender a alegria e a serenidade exultante no espírito!
Sim, pode; pois o Espírito da Vida habita em nós!
Nele, que viu o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficou satisfeito, Caio
|
 |

Olá boa tarde
Um amigo meu mandou esse link do seu site pq. estou numa fase muito ruim. Sem emprego e quase sem marido. Explico: Por sair todos os dias em busca de emprego, entrega de currículo, entrevistas..., ele acha que virei garota de programa. No meu orkut havia fotos de minha filha, e um pedófilo passou por lá...; e, por intermédio de uma amiga que pensei que realmente fosse amiga, conseguiu meu celular; e ele faz uma proposta de 10 mil reais pra transar com meu filha de 1 ano e 7 meses. Claro que o denunciei na Policia, mas agora meu marido tá pensando horrores de mim. O pedófilo liga insistentemente no meu celular dando tokes, mas não pra conversar, mas pra irritar mesmo. E meu marido domingo pediu o fim do nosso relacionamento de três anos. Por um mal entendido. Disse que tem nojo de mim, não me ama mais e não sei o que fazer. Tô desesperada! Gostaria de ajuda; toda ajuda é bem vinda! Agradeço desde já. _________________________________________ Resposta: Querida amiga de lutas na existência: Graça e Paz! Lendo a sua carta, não as palavras, mas os hiatos, qualquer pessoa acha que entende o seu marido. Sim; pois, você narra fatos e complicações deles decorrentes — sai a procura de emprego e recebe a desconfiança de ser garota de programa; tem um Orkut com fotos da filha e recebe uma proposta de dez mil reais para deixar que um tarado transe com sua filha... Entretanto, não diz nada além disso. Por exemplo: Por que o seu marido, não sendo louco, acha que você faz programa? Você chega com dinheiro em casa? Você aparece com roupas novas? Você volta de banho tomado? De roupa trocada? Com outros cheiros? Ou seja: Como ele chega a essa conclusão ou a tal tão definitiva suspeição? E mais: Você já o traumatizou antes com coisas parecidas? Há algum histórico de traição sua para com ele? Ele reclama que você é muito alegre com os homens? Enfim, quais são os contextos? Pois, não havendo nada, você deveria era se afastar dele, visto que ele seja louco ou muito mal intencionado. Sim, pois, na mente dele, no caso de ele não ser louco, tem que haver mais que apenas uma suspeita. E mais: Ele deve ter tais suspeitas reforçadas pelo fato que você tem um Orkut, e que, nele, há fotos de sua filha; porém, além disso, ele deve se perguntar: “Que droga de liberdade que minha mulher dá para amiga dela, ao ponto de a amiga pensar que ela, como mãe, poderia topar uma proposta dessas? Que sombra há na vida de minha mulher?” Ou seja, ele pensa: “Isto só está acontecendo porque ela transita no mundo da venda de sexo”. E ele pergunta mais: “Como o tarado continua mandando toques?...” Até porque na carta você disse que o pedófilo faz a proposta, não que ele fez. Portanto, seu marido não tem como não pensar que você não tenha culpa no cartório, pois, pergunta-se ele: “Como pode que um homem denunciado à Policia por pedofilia, possa continuar tendo a ousadia de ligar para ela? Só pode ser porque o cara tem poder e a ousadia bancados por fatos ou possibilidades”. É assim que ele sente e pensa, a menos que seja louco; e, se é louco, repito o conselho: fique longe dele. Não vou falar como de fato detesto o Orkut e o que ele passou a significar. Tenho medo quando vejo mães e pais expondo suas intimidades ao mundo sob o pretexto de que todos são amigos... O Orkut é uma vitrine de perfis expostos a todos os tipos de malucos. Entretanto, isto não tem importância, pois, é apenas a minha opinião. O que importa é que, caso o seu marido não seja totalmente desvairado, você tem o dom de fazer as coisas parecerem o que não são; posto que, não sendo ele louco, deve carregar muitas suspeições acerca de sua conduta e caráter. E mais: se ele consubstanciar qualquer coisa, você corre o risco de, na separação, perder a guarda da filha. Afinal, que juiz não atenderia ao pai que rogasse dizendo que mesmo depois de tudo o pedófilo continuou insistindo “apenas para irritar” a mãe? Ou seja: será quase impossível um juiz não discernir as angustias dele em razão dos hiatos da história. Assim, se você quer a minha ajuda, leia a minha carta com todo carinho, e, depois, me responda contando o que o seu marido sente e tem contra você. E mais: diga que amiga é essa que teve tal ousadia? Não o nome dele, mas o tipo de amizade ou de amiga ela era. Ou seja: me responda todas as perguntas que eu suponho estejam na mente do seu marido? Nele, Jesus, com todo carinho,
|
 |

DESCULPEM A CARETICE: mas falo da verdadeira felicidade! O que é ser feliz em um mundo como este? Ser feliz é ser como Jesus e ver e sentir a vida como Ele! Entretanto, quase ninguém acredita nisso. Todos querem que Jesus os torne felizes. Ora, é justamente para a Felicidade que Jesus chama todos os homens. No entanto, a maioria de nós não percebe que Jesus nos chama para a Felicidade justamente quando nos convida a segui-Lo, ou seja: para andarmos em Seus passos, como Pedro e Paulo afirmaram posteriormente. Ora, se é para andarmos em Seus passos, também é para entendermos e provarmos felicidade conforme Jesus. Aliás, Ele mesmo afirmou como base de Seu ensino que Seu convite é para a Felicidade; para a Bem-aventura; para a Boa Ventura. Para Ele, toda-via — felizmente para quem crê e infelizmente para quem não crê —, felicidade verdadeira só acontece sob a injustiça, o choro, a percepção do contraditório, a necessidade de provar a humildade como atitude consciente em razão da arrogância imposta pela maioria; e, sobretudo, como disposição de sofrer pela verdade, pela justiça, pelo amor, e, se for o caso e o contexto, sofrer também por causa de que assim se viva em razão de sermos discípulos de Jesus. Tem gente que pensa que “a felicidade de Jesus” era estar assentado em um bar de pecadores da Galiléia, e, entre eles, ser ou o contador de histórias divertidas, regadas a muita cevita, a cerveja do 1º século, ou, entre eles, ser aquele que ouvia a tudo de modo educado e politicamente correto. Por outro lado, tem gente que pensa que a felicidade de Jesus era ficar pulando como um desses milagreiros modernos, que se regozija de si mesmo quando algo considerado pelo povo como extraordinário vem a acontecer. Entretanto, Jesus nunca se assentou na roda dos escarnecedores. Como diz o Evangelho, Jesus tomou lugar à mesa com publicanos e pecadores; fazendo, assim, pela Sua Presença e em razão do interesse deles, de qualquer mesa, a Sua Mesa. Jesus teria se assentado na mesa dos escarnecedores se comesse na mesa do Sumo-Sacerdote, das autoridades do Templo, ou de todos os que explorassem o povo ou manipulassem as pessoas, especialmente em nome de Deus, e, em segundo lugar, da desfaçatez política, tipificada nos evangelhos na figura dos Herodes. Para Jesus os infelizes eram aqueles que riam quando muitos sofriam; eram os que gargalhavam enquanto muitos gemiam à volta; eram os que se davam bem à custa do povo; eram os que achavam “elevado” comer na mesa do governador ou da autoridade; eram os que se regozijavam no exercício do poder; eram os que orgasticamente deleitavam-se em serem relacionados com todos; eram os que amavam ser elogiados pelos “importantes” da coletividade; eram os que viviam à busca de prazer pelo prazer; eram os davam razão ao sentido de autopreservação do sacerdote e do levita na história do Samaritano; eram os que viviam conforme um preço; eram os que confiavam nas riquezas e nos bens; eram os avarentos; eram os hipócritas; eram os que cultivam vaidades; eram os orgulhosos de si mesmos; eram os que amavam mais os seus próprios sonhos do que desejavam preservar suas próprias almas do mal; eram os espertalhões; eram os que pelo poder seriam capazes de matar, exilar ou aniquilar profetas ou quem atrapalhasse interesses; eram os que trocavam a verdade pela injustiça; eram aqueles que viviam para os desejos do ventre e cuja existência se contentava em ir do prato à boca, mesmo sabendo que nem só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus. Para Jesus quem quer que viva para o prazer, o poder, o orgulho e a fantasia da felicidade como um bem divino na forma de matéria, de sentimento agradável, de conforto, ou de qualquer que seja a vaidade de ser, é profundamente infeliz; assim como é igualmente infeliz todo aquele que exista com o olhar comparativo; ou seja: invejoso ou com inveja. Ou seja: para Jesus aquilo que nós mesmos reprovamos como “conceito” ou como prática “nos outros”, mas que praticamos do modo mais disfarçado possível sob o pretexto de que “é assim que o mundo funciona”, e que, por isto, dizemos ser necessário ser feito e sonhado por nós, em normalidade com afirmação “mundana” de nosso significado nesta existência — é justamente aquilo que nos infelicita de morte; de morte até à morte. Este é o suicídio humano pela busca da Felicidade como Engano do Inferno! Entretanto, é em busca de tal felicidade que a grande maioria existe; e até mesmo aquele que a reprova como conceito existencial, nem se apercebe que é assim mesmo que vive; perseguindo ilusões ou vaidades... Ora, foi por isto que Jesus disse aos Seus discípulos [em João 14-16] que Ele estava para manifestar-se a eles e não ao mundo, o que provocou perplexidade em Judas, não o Iscariotes, conforme nos esclarece João. Sim! Pois, se o convite de Jesus é para a Felicidade, para a Bem-aventurança, para a vida abundante; e se disse que tudo quanto fosse vida Nele implicava em que a pessoa O seguisse como discípulo no coração e na prática simples da vida — então, o que Ele também dizia era que o mundo não O amaria jamais; não enquanto o mundo fosse como mundo é: jazendo no maligno; seguindo o projeto existencial do príncipe deste mundo: Satanás. Entretanto, a maioria dos “discípulos” de Jesus anda exatamente seguindo o diabo. Não nas declarações verbais, mas nos sentimentos, nas emoções, nos deslumbres, nas ambições, nos desejos, nos sonhos, nos caprichos, nos ideais, nas aspirações existenciais, no gosto pela vereda larga do ressentimento e da antipatia ou mesmo da desconfiança crônica; e mais: nas fantasias de importâncias humanas e de importâncias até para “Deus”. Sim! Não vêem que para Jesus, Felicidade era sempre espiritual; por isto, os felizes de Jesus são os makarius: os felizes espiritualmente, conforme a língua original nos faz ver. Sim! Os felizes de Jesus são. Ele não diz que eles têm. O que eles têm é apenas o que eles são. Pois assim é diante de Deus. Os felizes de Jesus andam com espírito de quem deseja sempre aprender; e aprender o bem e de quem vive da bondade e para a bondade, pois, esses é que são os humildes, os ensináveis, e os que mais contribuem com as riquezas do céu pela prática de suas vidas simples e temperadas com sal. Para Ele os seres que se controlam ante o contraditório, e que se auto-apaziguam na verdade eterna, são os mansos que herdarão a terra. Para Ele os que não temem chorar pelo outro de modo amigo, sincero, solidário, ou até distante fisicamente, porém, de modo condoído e intercessor, são os que aqui neste mundo mais são consolados, pois, paradoxalmente, experimentam grande felicidade. Para Ele, os que andam sem malícia, porém apenas mediante a sabedoria simples do amor e da verdade, são os que vêem Deus já aqui, nesta vida; posto que assim seja o olhar de Deus; visto que assim foi o olhar de Jesus. Para Ele, os que buscam o melhor para os outros antes de para si mesmos são os que têm fome e sede de justiça, e não os que demandam que outros façam justiça; posto que somente possa interceder pela justiça em favor de outros, aquele que pratique a justiça que esteja diante e ao alcance de suas mãos e possibilidades. Acerca destes, Jesus disse que eles serão fartos já aqui neste mundo; não por verem o mundo se tornar justo, mas por terem feito justiça como quem bebe água gelada onde quer que tenham podido ou chegado...; e, na era por vir, eles verão o novo mundo se tornar aquilo que aqui sonharam e fizeram acontecer em tudo o que puseram as mãos. Para Ele, os que vivem de misericórdia e para a misericórdia são os grandes fazedores de felicidade da terra; e, por isto, são felizes do tamanho da misericórdia que servem aos outros, por terem recebido muito mais de Deus; e por verem-nas renovadas todas as manhãs em suas vidas, mesmo quando dói. Para Ele, os felizes são os que não desviam a sua rota de amor em razão de perseguições; e que também não se tornem inimigos de seus perseguidores; antes, são pessoas que amam os inimigos e oram pelos que os persigam; tornando-se assim semelhantes a Deus, o Pai, que ama a justos e a injustos. Para Ele, feliz é ficar tão parecido com Jesus nos modos, nos atos, nos sentimentos, nas interpretações, na verdade, nas alegrias sinceras, ainda que seja enquanto se chore..., que o mundo identifique Jesus em nós; e, assim, ou a Ele se una, ou nos rejeite como quem rejeita não a nós, mas a Ele em nós; apenas por sermos Dele e cada vez mais a Ele semelhantes. Para Ele, a Sua grande Felicidade, acontece sempre que alguém nos vê e diz: "Ele está ali". Para Ele, ser feliz é dar bom gosto à vida, como o sal; é iluminar a escuridade fabricada pelo ódio e pela insensibilidade com o olhar e existência conforme o olhar da verdade e do amor. Para Ele, ser feliz é não julgar ninguém, e, muito mais que isto, jamais sentenciar ninguém em nome de Deus! Para Ele, ser feliz é não ter a carência que faça a pessoa jogar pérolas aos porcos; ou seja: ser feliz é não se deixar seduzir e encantar por quem apenas quer se aproveitar de nós. Para Ele, ser feliz é ser discreto diante de Deus e dos homens; seja ajudando ao próximo; seja jejuando; seja orando; seja fazendo o que quer que seja; exatamente como Ele, que não quis aparecer, que se ocultava da curiosidade desnecessária, que não dava qualquer valor à adulação, que não se impressionava com nada que impressionasse a vaidade humana, que mandava que não dissessem a ninguém nada do que Ele fazia, e que nunca pediu que O defendessem de coisa alguma. Para Ele, ser feliz era escolher o caminho desprezado, a rota do amor, a vereda da compaixão, a trilha da justiça, da verdade e da esperança. Enfim, para Ele, ser feliz era erguer a vida sobre a Sua Palavra, sobre as bases e os fundamentos de Seus ensinos, não doutrinas; e, sobretudo, praticar cada uma de Suas palavras/ensino como quem respira; ou, pelo menos, tendo a consciência de que sem Suas palavras como pão da vida, ninguém subsiste neste mundo. Desse modo, Ele diz: O Feliz é quem faz como eu mando! Ou, em Suas palavras: “Se sabeis essas coisas, felizes sereis se as praticardes!” O mais não é felicidade; é miragem e engano de felicidade patrocinados pela mesma Serpente que vendeu o 1º Pacote de Felicidade aos humanos. Felizes os que crerem que estas não são palavras minhas! Nele, que nos chama para O seguirmos no Caminho de Sua Felicidade,
|
 |

Boa noite. Pastor ! Sabe, já ti escrevi há algum tempo atrás, acredito que precisamente há um ano e o senhor deu ate o nome da minha carta de “perolas aos porcos”. Sabe a principio entendi o porquê desse Título e parece-me que agora entendo mais ainda. Sabe pastor, graças a Deus e com muita dor deixei a vida do homem que era casado em paz e a minha vida também ficou em paz. Só que acredito que mais uma vez joguei perolas aos porcos. Na ânsia de ter alguém... Acredito que tenho carência afetiva tremenda... Comecei a namorar um rapaz, solteiro em junho do ano passado e engravidei dele. Acho que era para fugir totalmente do outro e consegui esquecer. Este rapaz não é evangélico, só que minha gravidez não passou dos três meses e eu perdi a criança, mas mesmo assim nos casamos. E sexta passada fizemos seis meses de casamento. Combinamos a uma semana que iríamos fazer uma festa particular em comemoração aos 6 meses de casados. Só que no dia, na sexta-feira, ele teve um dia de treinamento do trabalho dele e chegou mais cedo em casa, mas com cheiro de bebida. Ele gosta de beber no final de semana. Só que neste dia passou do limite. À noite o irmão dele veio visitá-lo com a namorada, e é fato que fiquei supressa; pois, tínhamos combinado somente nós dois. Mas servi o irmão dele e conversarmos. No final ele veio já todo nervoso dizendo que eu não tinha tratado o irmão dele bem. Eu fui para o quarto procurando não ter briga, mas ele começou a derrubar e quebrar as coisas em casa... Então em mim... Levantei e ele começou a gritar mais e mais e a bater em mim. não bateu mais porque minha mãe subiu com minha tia e eu consegui descer e ligar para os pais dele; que vieram, mas não o levaram para casa. Só A mãe dele tentava contornar a situação para que eu aceitasse. Ele dormiu em cima e eu embaixo na casa da minha mãe. No outro dia a mãe dele não apareceu; ele desceu pediu desculpas; perdão; mas eu mandei que ele fosse embora; o que ele prometeu que faria à tarde. Depois ficou falando que não iria pq. não tinha pra onde ir. Foi ai que chamei meus primos e ligue pra mãe dele, para que viesse buscar o filho... pq. estava chamando a minha família... e foi assim que ele saiu. Sabe pastor , não posso dizer que não senti, pq. eu queria tanto ser amada de verdade por um homem. Ele ao sair pediu uma chance e disse que iria parar de beber. Pastor, estou dolorida física e psicologicamente; não queria q meu casamento terminasse; mas sei que se não deixá-lo vou apanhar mais e mais; até talvez chegar a morte. Minha mãe e minha tia são de idade e só têm a mim para cuidar delas. Estou triste e confusa; sentimentos misturados; parece que o agressor faz uma confusão na mente da gente e também a gente fica frágil. Disse que não queria nada, mas sei que quando eu pedir o divorcio ele vai querer tudo e sei que devo me preparar para essa batalha. Mesmo confusa não quero mais voltar pra ele; apesar de ter a esperança que ele mude; mas no fundo mesmo sei que ele não vai mudar. Queria tanto ser feliz pastor, constituir uma família. Ajude-me. _______________________________________ Resposta: Minha querida: Graça e Paz! Esse afã por felicidade é o que mais infelicita as pessoas! Na antiguidade havia o deus Destino a deusa Fortuna. Hoje ambas as divindades estão presentes entre nós, com outros nomes, mas as mesmas. Agora as chamamos de Felicidade, Romance, Paixão, Desejo, etc. E justificamo-nos por nos darmos a tais deuses afirmando sentimentos de carência, dependência, sonho, fantasia, e todos os demais derivados, como até mesmo o fetiche de gostar de quem bate na gente. Se a surra não tivesse sido braba, ao ponto de você temer pela sua vida, creia: a sua loucura, a sua necessidade de homem/por/ser/apenas/ homem/macho/cara com pênis/pelos no corpo — é tão grande..., e é assim tão grande em razão de seu culto à imagem da mulher feliz, que tem que ter homem, que tem que ter um macho dormindo ao lado na cama, que você estaria com ele na cama aí ao seu lado; e a tal da surra já teria virado muito orgasmo angustiado, porém, viciado; posto que, pela sua hesitação, dá pra ver o buraco louco da insanidade da sua carência. Pare de cultuar a Felicidade. Ela é uma deusa perversa. Seus adoradores se dão até ao diabo na esperança de uma felicidade qualquer... Quando a angustia da Felicidade se estabelece na alma carente de uma mulher que se apaixona pela necessidade de ter e ser possuída, o homem objeto de tal entrega adoecida se torna um diabo; e, então, diz mostrando o membro: “Tudo isto te darei se de quatro me adorares!” — e a mulher carente de eu, de segurança, de dignidade, de amor próprio, põe-se de joelhos; e, assim, fica com a alma de quatro para todo diabo que prometa aquilo..., ou, se não apenas aquilo.., mas que seja, ele próprio, o ídolo que tal devota carregue como marido, ainda que entre no porrete em casa. Assim, enquanto você não amar a você mesma, e enquanto você for uma escrava de sua alma ensandecida de carência fantasiosa, saiba: sai esse, mas vem outro...; posto que esse seja o padrão perverso que dá contorno a toda alma devota da deusa Felicidade. Sugestão: Tome um advogado; conte a história; leve testemunha; abra um caso agora e logo. Isto a fim de que, pelo silencio, a separação, em retardando, não crie fatos novos que dificultem o divorcio. Pra um dia voltar com um homem assim só se décadas passassem e você visse que o covarde virou homem de fato; e que já não bata em mulher. Homem, porém, que bate em mulher, creia, para mim é pior do que os piores. É frouxo, covarde e perverso. Se um HOMEM lhe bater o pé... o bichinho corre... Homem que bate em mulher é “veado”, ainda que se diga macho. De fato, como se dizia no passado, é “viado”, com “i” e não com “e”; pois, com “e” era o bichinho, mas com “i” era mesmo o homem viadinho. Respeito todos os gays que nunca bateriam em uma mulher como sendo milhares de vezes mais homens do que todos os machinhos frouxos que batem em mulher. No entanto, digo a você: Respeito bilhões de vezes mais uma puta que vende o corpo, mas que não se deixa abusar assim, do que uma mulher que se casa para viver um inferno de vida que puta nenhuma aceitaria para si mesma. A verdadeira puta carente [a famosa mulher de malandro] é a que aceita homem apenas porque o cara tem algo pendente entre as pernas; embora o pau cante sobre o coro dela de outras formas também. Meu pai dizia que é a paulada grande que mata a cobra grande! Ora, receba essa paulada grande com todo o meu amor, na esperança de que essa sucuri de carência que habita a sua alma morra com o susto; e, assim, quem sabe, você se enxergue. Mas você não é das que perseveram. Você se entrega à ilusão com extrema avidez. Sim! Você aceita ser enganada para ver se dá um jeito de enganar o engano! E é nessa que você vai entregando a vida às fantasias de morte... Dura a minha carta? Pode ser que hoje lhe pareça!... Amanhã, qualquer outro amanhã, no entanto, ela lhe será verdade pura e cristalina. Receba meu amor; sim, essa minha exortação em amor e verdade. Nele, que não cata piolho onde há cobras,
|
 |
 SÍNDROME CONJUGAL DO APOSENTADO!Pastor Tenho 60 anos e estou aposentado... Quando eu ia trabalhar todos os dias bem cedo, por 28 anos, minha esposa me achava o melhor. Mas agora... Fico em casa. Ajudo em tudo que ela pede e muito mais... Não sou chato, mas tenho minhas coisas... É que gosto de pouca agitação... Já tive confusão demais... Agora quero ficar tranqüilo, mas ela diz que não estou fazendo nada. Temos tudo o que precisamos... Ela repete muito as coisas... Fico meio que impaciente... Sabe como é? Depois que me aposentei ela resolveu se aposentar de tudo na vida. Fica me criticando... Parece que só faço coisa errada... E não é, pastor! Eu sei que eu amo a minha esposa e creio que ela me ama. Na cama é tudo bom... E ela tem muito prazer... Mas depois parece que nem foi tão bom assim... pelo jeito que ela me trata. Será que isto é normal na nossa idade? Ela tem 61 anos. Nos dois somos fortes ainda... Quero viver o resto da vida com ela. Mas ando um pouco cansado dessa minha "aposentadoria"... Estou até pensando em sair pra trabalhar... Será que melhora? Bem, se puder, me ajude. ______________________________________ Resposta: Meu amado irmão: Graça e Paz! Você não disse há quanto tempo está aposentado. No entanto, é fato que depois de anos de determinadas rotinas, você para um lado e ela para outro, agora, na fusão das rotinas, com você em casa e ela também, surge a necessidade de novos encontros e adaptações. Mas se vocês se amam e, na cama, as coisas vão bem, então, o mais é ajuste. É muito difícil o casamento de nossas esquisitices. Ora, quando se casa na juventude tem-se que fazer muitos ajustes visando o bom convívio. Então, tudo ganha rotina. No entanto, quando se tem que fazer isto outra vez, no tempo da vida em que você está a dificuldade é ainda maior, pois, agora, ambos, marido e mulher, olham um para o outro e se perguntam: O que foi que aconteceu com ele [a]? Sim! Pois, agora, com a idade, e depois de anos de bom convívio dentro das dinâmicas anteriores, nem sempre se consegue explicação fácil para as rabugices que começam a acontecer. No entanto, vocês dois precisam conversar sem brigar, e, assim, tentarem dizer claramente um para o outro no que vocês presentemente se sentem mal em relação ao outro. E, desse modo, necessitam buscar fazer concessões um ao outro. E mais: Vocês dois precisam aprender a se perguntar sempre: Se a amo, e se desejo viver com ela o resto da vida, e, além disso, se creio no amor dela por mim, por que então não faço o meu melhor em relação a dar a ela conforto, evitando aquilo que, não sendo essencial, gera mal estar nela? Ora, na prática o que lhes propus [pois, é para vocês dois] como questão, é ainda algo muito menor do que o que Jesus mandou que fizéssemos, que é nos pormos no lugar do outro, ele nos amando ou não, e, assim, agirmos de acordo com o que gostaríamos que o outro fizesse a nós, se nós fossemos ele. Falando de modo prático, sugiro o seguinte: 1. Que você fale com ela acerca de como você se sente; 2. Que você peça a ela para dizer como ela se sente; 3. Que vocês dois dialoguem em amor, evitando discussão e gritaria, e, portanto, apenas conversando, sem acusação, sem dizer “você é assim”, mas apenas “eu me sinto assim em relação a isso”; e, por fim, buscando agir de modo simples, porém, evitando as coisas que irritam mutuamente; 4. Que vocês não ressuscitem zumbis; ou seja: que não evoquem temas e situações do passado, atendo-se, assim, apenas ao dia de hoje; pois, “basta a cada dia o seu próprio mal”; 5. Que vocês troquem cartas quando sentirem que o clima está potencialmente pronto para uma briga feia; 6. Que vocês estabeleçam novas rotinas nesta nova fase da vida; tipo: tempo solitário ou de leitura e trabalho em casa para cada um, conforme o que seja melhor, e, em tal caso, buscando sempre respeitar esse tempo como se o outro estivesse longe, trabalhando no escritório ou no trabalho de toda a vida antes; 7. Que sempre vejam se a discussão ou mal-humor tem a ver com o outro, ou se o outro é apenas o alvo no qual já nos viciamos em laçar nossas setas; 8. Que não tentem jamais mudar o outro; pois, somente o outro pode mudar a si mesmo; 9. Que sejam pacientes, mas não acomodados; que sejam sábios, mas não neuróticos; que busquem dar todo conforto ao outro, sem auto-anulação adoecida; 10. Que tentem resolver tudo sempre depois de fazer amor, pois, assim, raramente vocês terão qualquer coisa para resolver; bastando apenas que não sejam cínicos e não esqueçam o que está acordado como zona de conforto para ambos. Além disso, saiba mais o seguinte: 1. Dê atenção ao lado lúdico da vida de vocês, e, assim, além de sexo, saia com ela e tentem se distrair na companhia um do outro. 2. Não se canse no caso de ela não melhorar o lado dela. Continue fazendo a sua parte, não para ser melhor do que ela, mas porque é assim que é o amor na verdade. 3. Não deixe que nenhuma amargura tome espaço em sua alma, e, se puder, faça tudo para que não cresça na dela também — e o único modo é perdoando sempre, antes de qualquer conversa. 4. Evite ficar tenso com tudo isto, pois, a tensão somente gera ansiedade, e, ela, creia: é contagiosa. 5. Não alimente nenhuma forma de exagero em você ou nela; e, se perceber que alguma coisa está ficando fora das proporções, fale com ela, mas sempre fugindo da gritaria e dos escândalos. No casamento, uma das maiores tentações é sucumbir à idéia de “vitória relacional”. Ou de domesticação do outro. Ou mesmo a sua clonagem. Em todo caso o cônjuge passa a ser apenas um apêndice de conforto. A fim de que se consiga isto muita briga acontece, e, no fim, na melhor das hipóteses, tem-se um cônjuge subjugado, enquanto vive amargurado, triste e desenvolvendo raiva latente. Entretanto, hoje em dia, na maioria dos casos, o desfecho é a separação, e, no final, se houver alguma calma na reflexão, ambos concluirão que se fizeram mal apenas por desejaram subjugar o outro. É o desgraçado “olho por olho, dente por dente”, que, no fim, gera um casal divorciado na alma, e sem olhos e sem dentes. O mandamento de Jesus é não resistir o perverso. Ora, a sua esposa não é perversa e nem o perverso. Portanto, se somos chamados a agir bem com aquele que é mau, muito melhor devemos agir com quem dizemos amar. Todavia, não abuse do amor; nem do seu e nem do dela. O amor jamais acaba, mas o amor erótico, no casamento, acaba sempre que as amarguras vão se acumulando, ainda que, por amor ao Evangelho, muita gente continue a se amar como irmãos, visto que o tesão se foi antes da hora pelo acumulo dos sentimentos ruins no coração. Por último: Sair para trabalhar somente para resolver esse problema não é a solução. Você não pode ficar seqüestrado por isto. Você já trabalhou muito. Se é hora de viver com mais calma, então é a hora. A solução não pode ser a fuga. Afinal, ela é a sua mulher, e, você não estará casado com ela se temê-la e se fugir dela. Quanto ao mais, tentem ler a Palavra juntos, sem ser para discutir opiniões, mas apenas para um ouvir a leitura do outro, sem comentários; pois, até isto, quando alguém está sentido, muitas vezes leva a pessoa a usar até a Palavra contra o outro; ou, o outro, usar a Palavra para se defender. O mais, meu irmão, o amor verdadeiro sempre resolve no curso do caminho excelente. Receba meu carinho! Ah! Ia esquecendo! Perdão por responder tanto tempo depois, mas o faço na esperança de que seja ainda útil a você, visto que certamente o será para os que estejam na mesma situação, e, leiam nossa correspondência no meu site. Nele, que faz o vinho no casamento ficar sempre melhor quando entregamos nossa falência de vinho nas mãos Dele,
|
 |
Uma das marcas de saúde mental de uma pessoa é a sua capacidade de variedade de temas, interesses, assuntos e uma abertura total para tudo que seja humano e vida. Portanto, a maior marca de saúde mental é a alegria de ser, amar, conhecer, e participar da vida, fazendo isso com amor e bom senso; e sem medo da dor, especialmente da dor do amor.
Uma pessoa fixada num tema só, por mais que chame aquilo de “meu amor e minha paixão” ou, em certos casos, de “minha vocação”, ou de “minha obrigação”, se, todavia, se fixa naquilo como coisa única, e por tal fixação torna-se juiz de quem não tem o mesmo interesse ou não o tem na mesma intensidade ou, ainda, que manifeste outros interesses e prioridades, demonstra, por tal atitude de juízo fundado em sua própria fixação, que se fez vítima de um vício mental dos mais perigosos e também, por certo, dos mais capazes de reduzir a mente e a existência de uma pessoa a uma espécie de tara temático-existencial.
Quando uma pessoa se fixa num único tema na vida —seja pela via de um trauma, seja pela força de desejos reprimidos e transformados em “causa de vida”—, por tal fixação, evidencia o fato de que sua mente está viciada.
A questão é que vícios mentais não são apenas coisas que permanecem na psique da pessoa. De fato, quando não se trata de um problema congênito ou hereditário na área mental, em geral o que acontece é que quando a alma se entrega um certo modo de sentir — seja em brigas domésticas, seja uma relação viciada na tragédia e no desamor, seja um poderoso condicionamento de natureza sexual, seja a fuga de intimidade, seja o ódio, seja a amargura, etc —, o que acontece é que a presença contínua desse “sentir”, demanda do cérebro certas liberações químicas que façam “compensação” frente ao stress ou frente à hiperexcitação ou às oscilações ou a qualquer coisa que caracterize um modo de sentir intenso. E tais “descargas” químicas de compensação acabam por se tornarem programas cerebrais que passam a operar por conta própria; e, agora, invertendo a ordem, ou seja: já não necessariamente sendo a psique exigindo participação do cérebro, mas o contrário: o cérebro, agindo de modo condicionado, descarrega o que antes era um “socorro” para uma situação vivida como experiência emocional, a qual, agora, passa a ser demandada pelo cérebro, o qual exige aquele comportamento compatível com a liberação química em curso.
Vícios mentais, portanto, são como uma cobra que se alimenta do próprio rabo!
O problema é: onde está a mente sadia?
Para mim Jesus é o exemplo da mente mais sadia possível, e, portanto, aberta a tudo e todos; exatamente como Deus, que manifesta Seus interesses e variedades temáticas na multiformidade da criação.
Jesus mostra interesse pela variedade da vida assim como Seu Pai foi variado e extravagante em tudo o que criou. Sim, porque até as maiores sutilezas da criação estão carregadas de extravagância divina.
Jesus foi um carpinteiro por profissão, e nunca chegou a ficar nem de longe velho, tendo morrido jovem. Entretanto, já menino, no templo, chocava os mestres com suas questões e interesses acerca de coisas elevadas, porém, no lugar certo e com as pessoas certas. Nunca estudou, mas lia. Nunca plantou, mas observava o trabalho do agricultor. Nunca escreveu, mas sabia qual era a presunção de um copista do sagrado. Nunca namorou, mas sabia como ser carinhoso com as mulheres. Nunca teve ovelhas, mas sabia, pela observação, como um verdadeiro pastor se portava. Nunca foi casado, mas sabia como uma dona de casa ficava feliz quando achava algo precioso que se havia perdido. Nunca foi pai, nunca foi pródigo, nunca foi um irmão ciumento, mas sabia como todos os três personagens se sentiam em cada situação. Nunca foi desonesto, mas sabia como um administrador infiel se sentia quando apanhado em flagrante. E, assim, Ele demonstra também como um pai de família deve se comportar se um ladrão se aproximar. Sabe que a pobreza é crônica na terra; conhece o modo como os políticos dominam sobre os povos; sabe o que sente uma mulher dando à luz um filho. E não evita a emoção do choro, da dor, da tristeza, da alegria, do suor de sangue, do vinho melhor, do medo da cruz, e da oração para ter força para não morrer fora dela; e vive cada coisa, cada dia, não se deixando escravizar por nenhum tipo de aflição ou preocupação.
Sim, Jesus tinha a mente mais despreocupada do mundo, ao mesmo tempo em que era a mais responsável da Terra.
Sobretudo, além de ser pela variedade de Seus interesses, indo de crianças a velhinhas, vê-se Sua saúde mental na Sua total vitória sobre a ansiedade. Ele faz gestão leve até da hora da morte. “Não é a hora”, diz Ele. Até o dia em que Ele diz: “Chegou a Hora”. E Sua despedida de Seus amigos e discípulos não poderia ter sido mais própria, mais grave e, ao mesmo tempo, mais esperançosa; mais verdadeira e também protetora das limitações de percepção deles.
Assim, aprendendo com Jesus, busque interessar sua mente por tudo, sempre apenas retendo o que é bom. E se você perceber que se irrita com qualquer coisa que não seja o seu “tema”, preste atenção, pois já é forte sinal de que a sua mente e cérebro estão viciados ou se viciando. E isso não é brincadeira. É pior do que qualquer outro vício.
Pense nisso!
|
 |
 O livro de Gênesis nos diz que no princípio Deus criou os céus e a terra, mas também nos informa que a terra estava sem forma e catastrófica antes de iniciar-se este processo de criação que conhecemos — o 1º que conhecemos apenas, mas não o 1º como ato criador. A criação começou somente Deus sabe quando. Zilhões de qualquer que seja a medida empregada... “Tempo” é apenas uma das possibilidades. É digno de nota, no entanto, que o texto hebraico do Gênesis dê ênfase a dois fatos: 1. Deus inicialmente tirou tudo do nada, do que não era, do que não existia. Afinal, o verbo que designa “criar” usado no texto original denota uma criação ex-nihilo: tirada do nada, do que não existe. 2. Quando o olhar do Gênesis se volta para a terra e a presente criação, nos é dito que uma catástrofe havia acontecido antes: a terra estava catastrófica e vazia... Na realidade a criação se organiza de catástrofe em catástrofe. Entretanto, é bom dizer que o que o homem chama catástrofe, nem sempre Deus o chama. Se destruir as obras do homem ou tirar a vida humana, então é catástrofe. Deus, no entanto, não é Deus do homem apenas [custa ao homem crer nisto apesar do que Deus disse a Jonas]; e, além disso, Ele não vê como o homem vê. O homem vê o tópico do seu próprio umbigo e, então, chama Deus para discutir o “papel de Deus nas catástrofes”, a fim de ver se recebe alguma explicação. Sim! Para o olhar humano o Catastrófico é tudo aquilo que seja aparentemente acidental e monstruoso, pra além de nossa visualização de poder e energia; e mais: algo que, se nos pusermos ainda que hipoteticamente no lugar de tal derrame de poder, nos faria desaparecer: isso é catástrofe para o homem. Ora, é por causa desse olhar do homem que digo que Deus criou sempre de catástrofe em catástrofe; seja na Bíblia da Criação, a natureza e seus registros; seja na Bíblia da Revelação, as Escrituras; seja no Verbo da Vida, Jesus, em quem também vemos o mesmo padrão de criar de catástrofe em catástrofe: da cruz à ressurreição. Tudo foi bombástico, chocante, avassalador, implosivo, explosivo, auto-aniquilantemente produtor de outro sistema de vida, etc. Mas para que não viajemos demais no tempo, peço apenas que veja comigo o seguinte acerca da Terra como planeta. A Terra, originalmente, era bem menor. Foi o choque da Terra com um planeta irmão — menor, mas não mais novo —, o que deu à Terra o volume de massa que ela hoje tem, sua gravidade, seu núcleo maravilhoso, seu ambiente prevalente de clima e marés, sua distancia precisa do sol, e mais: deu-lhe, também, sua Lua; posto que a Lua seja o ajuntamento da massa restante do antigo planeta irmão da Terra, e que agregou massa suficiente para ser o mais perfeito satélite possível para nós, no tamanho exato, na distancia certa, criando as dinâmicas naturais favorecedoras do desenvolvimento deste tipo de vida que há na Terra. Assim, a própria Terra nasce de um sacrifício, de uma morte que trás vida! Então, cada novo avanço na criação, pelo menos do ponto de vista de nossa observação cientifica dos fenômenos na Terra, foi marcado por catástrofe. Até mesmo o surgimento dos mamíferos dos quais fazemos parte, aconteceu em razão da catástrofe que extinguiu os dinossauros e seu longo e uivante reino de poder sem consciência de si. Para o Eterno, um segundo e uma eternidade são a mesma coisa! Por isto, o homem sempre nasce do pó, pois, o homem é pó, é parte do chão das catástrofes. O homem, no entanto, por ser consciente de si mesmo, por dizer “eu”, é agora o grande poder catastrofizante na Terra. Sim! Pois, a Terra até resiste ao poder do Eu do Homem, que come tudo e devora todas as coisas. O homem, porém, não resistirá a si mesmo como catástrofe, e, se não houvesse a certeza da Nova Jerusalém para quem crê, poder-se-ia dizer que a Terra ficaria aqui ainda por muitos bilhões de anos, e que se refaria de nós, até que, em um bilhão de anos já não houvesse qualquer rastro de nossa infame passagem pelo planeta. O homem catastrofizará a Terra até que venha a Grande Catástrofe; pois, ver-se-á os céus abertos, e o Filho do Homem com poder e grande glória. Mas, não fora tal esperança, o que me sobraria em um mundo onde as catástrofes não carregam a inocência dos Tsunamis, mas sim a intencionalidade egoísta e homicida do maior poder do mundo: o do homem? “Uma vez mais, porém, farei abalar os céus e a terra” — diz o Senhor. E advém de tal abalo a nossa salvação! Afinal, as impressões digitais das obras de Deus parecem nos oferecer esse padrão que vai de crise em crise, de catástrofe em catástrofe. Antes de criar, uma catástrofe: o Cordeiro eterno é imolado. Antes de fazer a Terra ser a Terra, uma catástrofe que a deixou sem forma e vazia. Antes de separar um povo para o testemunho explicito na História, uma catástrofe: o Dilúvio. Antes de vencer a morte, uma catástrofe: a morte; e, então, a Ressurreição. Antes de se revelar ao homem individualmente uma catástrofe: a catarse e a crise da conversão. Antes de renovar o entendimento, uma catástrofe: a dor do arrependimento convulsionando a existência de um novo mundo. Nele, que não conhece catástrofes, mas somente atos de amor que excedem ao nosso entendimento, ao ponto de que até a Sua salvação nos pareça loucura,
|
 |
 
Kierkegaard certa vez disse que a vida é um baile de máscaras. Ele sabia que este era o escudo atrás do qual as almas se escondiam de si mesmas, e, assim, tentavam ocultar suas faces também para a percepção dos demais. A maioria quer ser famosa, mas poucos querem ser conhecidos! Ora, usar máscaras, para muitos, não passa de truque, de um direito, de uma opção: ser ou não ser; mostrar ou não mostrar; como se tal bravata contra o próprio ser pudesse passar sem punição. Para muitos, esconder-se atrás das máscaras é apenas um questão de proteção ou de diversão inexaurível e viciante. Sim, acaba virando um vício do ser, a tal ponto que sem as máscaras muitos homens não suportam e morrem. Assim, para a maioria, sem o personagem, acaba a pessoa. Talvez esta seja a razão pela qual até agora ninguém conseguiu conhecer você, pois toda revelação que você faz de “si mesmo”, é sempre uma ilusão. Você não sabe quem você é, mas apenas sabe qual deve ser a sua imagem, a sua máscara. Nesse caso, sua mais ardente e compulsiva tarefa na existência consiste em preservar seu esconderijo. E, sem dúvida, devemos admitir que muita gente desenvolveu tal capacidade de transformismo com a mesma habilidade dos polvos miméticos. Sendo assim, diz Kierkegaard, “você é tão mais bem sucedido, quanto mais enigmática for a sua máscara”. Quando a existência se transforma “nisto”, eu e você viramos de fato nada além de NADA. Ou seja, passamos a ser apenas uma “relação com os outros”; e o que nos tornamos é unicamente em razão e em “virtude dessa relação”. A moral é a grande máscara. E os moralistas são o que detém o maior número de disfarces. Entre esses, o mais danoso de todos é o estelionatário da religião, o picareta que come as almas dos homens. Lobos mascarados de ovelhas! A maioria existe assim. Daí, para muitos, catástrofes que lhes roubem as “máscaras” os deixam em estado de desespero, visto que sem a máscara eles não possuem um rosto próprio, algo que a própria pessoa reconheça para si e como sua, e não apenas como um reflexo da imagem que os outros devolvem para você mesmo, supostamente acerca de quem você aparenta ser para eles. Desse modo, você vende imagem, e se alimenta dela. Mas no dia em que as máscaras são tiradas, muitos não conseguem mais viver, pois neles não há uma vida própria, mas apenas uma existência fabricada para consumo no Baile de Fantasias, que é a existência da maioria. ”Você não sabe que vem a hora chamada “meia noite” na qual todos terão que lançar fora suas máscaras? Você crê realmente que a vida se deixará zombar para sempre? Ou talvez você pense que pode escapar um pouco antes da “meia noite” e fugir de tal hora? Ou será que você fica apavorado com essa idéia?”—pergunta o profeta. Você consegue pensar em algo mais apavorante do que ter que viver tal “meia noite” em sua existência na Terra ou em qualquer outro lugar onde isto possa lhe acontecer? Quem vive nesse Baile de Fantasias não tem idéia do que faz de mal à sua própria alma. Não existe droga mais viciante do que a força compulsiva da “máscara”. Aquele que se faz um com a mascara, faz-se um com o Nada, pois sua natureza vai se dissolvendo numa multiplicidade...e que acaba fazendo com que esse ser realmente se torne muitos. Você pode se tornar semelhante àquele pobre Gadareno, ocupado por “infelizes demônios”; numa legião de falsas identidades, que não são suas identidades, e muito menos correspondem a você! Os demônios habitam sob máscaras. Por isto mascarados lhes são tão desejáveis residências. Pobre do auto-enganado que pensa que as máscaras o salvarão! Tire de sua cara a máscara. Do contrário, você poderá vir a perder a coisa mais sagrada e preciosa de um homem - o poder unificador da personalidade, e a capacidade abençoada de se tornar alguém que seja realmente você.
|
|
|